Quadril2021-08-31T03:28:04+00:00

QUADRIL

Antes de mais nada… como funciona o quadril?

O quadril desempenha uma função importantíssima no corpo humano: ele possibilita que uma pessoa fique de pé, caminhe e realize atividades físicas, como correr, pular, agachar…

Uma grande cadeia de músculos envolve o quadril. A parte mais profunda é formada por ossos e cartilagem. Depois, vêm os ligamentos da cápsula articular, e sobre essa camada vêm tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos.

O fêmur e a pelve (bacia) são os ossos que compõem o quadril. A cabeça do fêmur tem formato arredondado como uma pequena bola, que se encaixa perfeitamente no lado da pelve, em uma cavidade do osso da bacia chamada acetábulo.

Abaixo da cabeça do fêmur está uma parte mais estreita chamada de colo do fêmur. Logo em seguida, vem uma parte chamada de trocânter maior, que conecta músculos importantes – um deles é o glúteo médio, fundamental para manter a estabilidade da bacia quando nos movimentamos.

Anatomia do quadril

A camada de proteção entre o fêmur e a pelve é a cartilagem articular. Ela envolve as extremidades dos ossos e é formada por um material branco e brilhante, de aspecto emborrachado, de quase 4 milímetros de espessura. Como é escorregadia, a cartilagem permite que os ossos deslizem e se movam, formando a articulação ou junta. Ao absorver impacto com sua superfície lisa, ela facilita a mobilidade, protegendo os ossos e tornando os movimentos suaves.

Quando há alguma anormalidade ou lesão em alguma dessas regiões, as atividades de rotina ficam comprometidas, com dores, rigidez de movimentos ou até mesmo deformidades. Com o tempo, se esses problemas não são tratados, torna-se cada vez mais conviver com eles.

Um conjunto de situações mecânicas e metabólicas pode alterar a parte da articulação do quadril que é protegida pela cartilagem articular.

Uma vez que a proteção é danificada, começa um processo de desgaste progressivo até que o osso fica exposto e passa a ter contato direito com o outro osso. Com esse atrito, a articulação começa a formar pequenos osteófitos, ou esporões ósseos, que deformam o quadril até que suas funções fiquem seriamente comprometidas.

Um dos problemas mais comuns do quadril é o desgaste da cartilagem articular: a artrose (osteoartrose).

 A artrose no quadril é um problema mais comum em pessoas mais idosas, e é causada pelo desgaste natural da articulação que acontece com o avanço da idade. Mas, por ter mais de 50 causas diferentes, pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer idade, por fatores que vão desde heranças familiares até sequelas de sobrecarga decorrentes de situações que exijam do quadril absorver muito impacto ao longo de anos.

 Outra possibilidade que pode levar ao desgaste é quando uma parte do osso na região da cabeça do fêmur morre por falta de circulação sanguínea. É a doença que chamamos de Necrose Avascular da Cabeça Femoral (NACF). Com o osso enfraquecido, cabeça femoral deixa de ser redonda, acelerando o desgaste entre os ossos na região. É uma das causas mais comuns de osteoartrose em pacientes jovens.

Artrose no quadril

Outros tipos de patologias que podem ocasioná-la:

  • Traumáticas, relacionadas com uma fratura ou com uma luxação após ruptura dos músculos e ligamentos;

  • Doenças reumatológicas, como a artrite reumatoide;

  • Formação inadequada da articulação do quadril no nascimento, condição conhecida como displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ);
  • Impacto femoroacetabular.

Sintomas mais comuns

Inicialmente a pessoa sente dor ao colocar peso sobre o quadril ou uma leve limitação para movimentos, que não afeta a rotina. Esse desconforto pode acontecer na região da virilha, nas nádegas ou mesmo na frente das coxas.

 Com o tempo, a dor passa a se manifestar em caminhadas com distâncias maiores, e algumas pessoas começam a mancar. Depois, podem surgir a rigidez e a tensão no quadril, com consequente perda na amplitude de movimento. Quando se desenvolvem “esporões” ósseos (osteófitos), a mobilidade é ainda mais afetada. A dor passa a ser constante, e atividades simples como sentar, amarrar os sapatos ou colocar meias tornam-se desafiadoras.

Mas como saber se tenho artrose?

O primeiro passo é buscar o diagnóstico de um médico especialista. Ele pode solicitar exames como radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, para avaliar a extensão da lesão da cartilagem, e exames de sangue, para investigar a causa do problema e entender se há doenças reumatológicas ou sequela de uma infecção na região.

Como tratar a artrose no quadril?

Até o momento, apesar de muita pesquisa e novas possibilidades sendo desenvolvidas no mundo inteiro, a artrose não tem cura. Porém, ela pode ser tratada de duas maneiras: de forma conservadora, ou por meio de tratamento cirúrgico. Cabe ao médico sugerir o melhor caminho para que o tratamento seja efetivo e adequado à gravidade do seu caso e à sua necessidade.

No primeiro caso, remédios que ajudam controlar a dor, como anti-inflamatórios, podem ser úteis, assim como fisioterapia, fortalecimento muscular e atividade física de baixo impacto.

Nos casos mais avançados, a cirurgia acaba sendo a única e melhor saída.

Sintomas mais comuns

Inicialmente a pessoa sente dor ao colocar peso sobre o quadril ou uma leve limitação para movimentos, que não afeta a rotina. Esse desconforto pode acontecer na região da virilha, nas nádegas ou mesmo na frente das coxas.

 Com o tempo, a dor passa a se manifestar em caminhadas com distâncias maiores, e algumas pessoas começam a mancar. Depois, podem surgir a rigidez e a tensão no quadril, com consequente perda na amplitude de movimento. Quando se desenvolvem “esporões” ósseos (osteófitos), a mobilidade é ainda mais afetada. A dor passa a ser constante, e atividades simples como sentar, amarrar os sapatos ou colocar meias tornam-se desafiadoras.

Mas como saber se tenho artrose?

O primeiro passo é buscar o diagnóstico de um médico especialista. Ele pode solicitar exames como radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, para avaliar a extensão da lesão da cartilagem, e exames de sangue, para investigar a causa do problema e entender se há doenças reumatológicas ou sequela de uma infecção na região.

Como tratar a artrose no quadril?

Até o momento, apesar de muita pesquisa e novas possibilidades sendo desenvolvidas no mundo inteiro, a artrose não tem cura. Porém, ela pode ser tratada de duas maneiras: de forma conservadora, ou por meio de tratamento cirúrgico. Cabe ao médico sugerir o melhor caminho para que o tratamento seja efetivo e adequado à gravidade do seu caso e à sua necessidade.

No primeiro caso, remédios que ajudam controlar a dor, como anti-inflamatórios, podem ser úteis, assim como fisioterapia, fortalecimento muscular e atividade física de baixo impacto.

Nos casos mais avançados, a cirurgia acaba sendo a única e melhor saída.

Como funciona a cirurgia?

Na cirurgia de substituição do quadril, a artroplastia total de quadril, os médicos trocam o quadril doente ou danificado por um implante que consiste em uma haste femoral com uma cabeça (esfera) e uma taça de encaixe (concha acetabular e revestimento).

A haste femoral é feita de metal (geralmente uma liga de titânio ou cromo-cobalto ou aço inoxidável). A cabeça é feita de cerâmica ou metal. A taça é composta de 1 ou 2 partes, dependendo do procedimento: cimentado (geralmente apenas um componente de polietileno) ou não cimentado (concha acetabular metálica e o revestimento). No caso de uma concha acetabular metálica, um revestimento cerâmico ou de polietileno articula contra a cabeça. Todos os materiais utilizados na artroplastia de quadril são altamente biocompatíveis.

Prótese no quadril

Via anterior (AMIS): como fazemos?

Um cirurgião pode acessar a articulação do quadril para fazer a cirurgia com incisões em diferentes regiões do quadril, sendo mais comuns na região lateral ou posterior. Ele pode também seguir uma abordagem convencional ou uma conduta minimamente invasiva (MIS). Em geral, as técnicas ditas minimamente invasivas contam com uma incisão menor do que no método convencional, mas há lesão cirúrgica do músculo e/ou tendão na região glútea. A verdadeira cirurgia minimamente invasiva é caracterizada pela preservação dos músculos e tendões, com incisão via anterior. Nossa técnica, a AMIS, é uma cirurgia realmente minimamente invasiva, já que não corta músculos e respeita a anatomia, vasos e nervos.

Benefícios da técnica AMIS

Perguntas frequentes sobre cirurgia de prótese de quadril

Quando a artroplastia total do quadril deve ser considerada?2021-05-13T19:16:50+00:00

As substituições totais do quadril são feitas com mais frequência para fornecer alívio para condições artríticas graves. A cirurgia também é realizada para outros problemas, como fraturas de quadril. A maioria dos pacientes com artroplastia total de quadril tem mais de 55 anos de idade; no entanto, a cirurgia, às vezes, é realizada em pacientes mais jovens. Pacientes que são candidatos à cirurgia de artroplastia total do quadril geralmente têm:

  • Dor intensa que impede o trabalho e as atividades cotidianas.
  • Dor que não pode ser controlada por medicamentos anti-inflamatórios, bengalas ou andadores.
  • Rigidez significativa do quadril.
  • Comprometimento global da qualidade de vida.
Quais são os riscos da cirurgia de prótese total do quadril?2021-05-13T19:16:50+00:00

A cirurgia de substituição total do quadril é uma cirurgia de grande porte, e há alguns riscos potenciais que devem ser discutidos com seu médico. Embora a taxa de sucesso para esse procedimento seja alta, os riscos comuns incluem:

  • Coágulos de sangue na perna e pelve (trombose).
  • Infecção no quadril.
  • Luxação do quadril.
Como é escolhida a prótese ideal?2021-06-30T17:51:00+00:00

A escolha da prótese é uma decisão técnica feita pelo médico. Sendo um especialista de ampla experiência, ele sabe escolher a de qualidade garantida. Saiba que todos os maiores fabricantes mundiais atuam também no Brasil, e neste nível não existe “A” melhor prótese, sendo todas muito similares.

Quais exames são necessários no pré-operatório?2021-05-13T19:16:50+00:00

Além das radiografias, são comumente necessários exames de sangue e exames de urina (para eliminar chance de uma eventual infecção urinária sem sintomas) e uma avaliação cardiológica e vascular. Outros procedimentos do pré-cirúrgico são avaliação fisioterápica para documentação inicial e orientações quanto à mobilidade no pós-operatório, e ainda uma avaliação odontológica, nos casos de suspeita de alguma infecção dentária. Isso porque essa cirurgia não pode ser feita diante da suspeita de alguma infecção bacteriana que esteja ativa no corpo.

Qual o tempo médio de duração da cirurgia?2021-05-13T19:16:50+00:00

A cirurgia leva até duas horas, mas a preparação e os procedimentos pós-cirúrgicos somam mais duas ou três horas no tempo total, para que o paciente seja levado ao quarto do hospital. Em alguns casos, pode ser necessário passar um período em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Como funciona a cirurgia?2021-05-13T19:16:50+00:00

Antes de tudo, o paciente é apresentado à equipe cirúrgica, que normalmente envolve o médico cirurgião, dois médicos assistentes, um instrumentador cirúrgico, médico anestesista e a equipe de enfermagem de suporte cirúrgico. 

 Uma dúvida bastante comum é em relação à anestesia. Afinal, ela é parte fundamental da cirurgia. O tipo de anestesia indicado para cada paciente é uma decisão conjunta da equipe cirúrgica e anestésica. Geralmente, a anestesia regional, ou raquianestesia, é utilizada e bloqueia os membros inferiores temporariamente. O paciente recebe uma sedação profunda e de curta duração suficiente para o procedimento. Após os procedimentos anestésicos, a cirurgia tem início.

 Após a cirurgia, o paciente recebe todas as orientações médicas e fisioterápicas, além de medicamentos para amenizar dores que possam surgir. Os exercícios, a reabilitação e a fisioterapia são essenciais para a recuperação rápida.

Depois da cirurgia, qual o tempo de internação no hospital?2021-05-13T19:16:50+00:00

Nos casos em que se usam as técnicas convencionais, os pacientes passam de dois a quatro dias no hospital. Com o uso da via anterior (AMIS), a grande maioria dos pacientes tem alta no dia seguinte ao procedimento.

É necessário ter acompanhante? Como é a recuperação?2021-05-13T19:16:50+00:00

Sim. As primeiras duas semanas após a cirurgia são de adaptação e eventuais limitações, assim como em outras cirurgias. É muito importante a presença de um acompanhante para dar assistência em questões de rotina, como levantar da cama e fazer os movimentos solicitados pelo fisioterapeuta, até que o paciente esteja totalmente seguro e reabilitado. Geralmente é bom que o acompanhante possa dedicar pelo menos 15 dias a essa função.

A casa também precisa estar pronta para a recuperação, a fim de evitar quedas e insegurança de movimentos. É preciso seguir a medicação de controle da dor e prevenção de trombose, bem como as sessões de exercícios, à risca, para que a reabilitação de movimentos seja rápida e eficaz. Seguir uma dieta adequada é outro cuidado importante que ajuda na recuperação.

Os pacientes precisam passar por reabilitação após a artroplastia do quadril, e isso está relacionado à idade?2021-05-13T19:16:50+00:00

Alguns pacientes se recuperam mais cedo do que outros, dependendo da idade, do estado de saúde e da resposta à reabilitação.

O tempo médio de recuperação total é de cerca de dois a três meses e varia com cada paciente. A fisioterapia começa enquanto o paciente ainda está no hospital e continua em casa ou em uma unidade de reabilitação especificamente designada.

A terapia ambulatorial é geralmente recomendada a partir de então por até seis a oito semanas após a  cirurgia. A essa altura, a maioria dos pacientes já está mais independente e pode se exercitar por conta própria.

O pós-operatório dói muito?2021-05-13T19:16:50+00:00

Não. Na verdade, nada é pior do que a dor e a limitação da artrose. A maioria dos pacientes relata que a cirurgia e o pós-operatório foram muito mais tranquilos do que esperavam. Ao contrário da técnica convencional (mais comum), em que a recuperação leva vários meses e é mais dolorosa, a técnica por via anterior tem recuperação mais rápida e fácil. Acesse a seção de depoimentos do site e veja isso.

Qual é a taxa de sucesso da cirurgia de substituição total do quadril?2021-05-13T19:16:50+00:00

A taxa de sucesso para essa cirurgia é alta, com mais de 95% dos pacientes experimentando alívio da dor no quadril. A taxa de sucesso das próteses de quadril 10 anos após a cirurgia é de 90-95%, e em 20 anos, de 80-85%. Se um implante se desgastar ou afrouxar, é possível fazer uma revisão para uma nova prótese de quadril.

Se você fizer uma prótese de quadril, a amplitude de movimento é perdida?2021-05-13T19:16:50+00:00

A cirurgia de substituição total do quadril é realizada para aliviar a dor e retornar os pacientes a um nível ideal de função muito próximo do normal. O processo de reabilitação garante que os pacientes façam exercícios específicos para melhorar a amplitude de movimento e fortalecer a perna e o quadril.

Vou voltar a fazer atividade física depois de colocar a prótese? Que atividades posso fazer?2021-05-13T19:16:50+00:00

Sim, afinal, o objetivo da cirurgia é devolver qualidade de vida e mobilidade ao paciente. A maioria dos cirurgiões recomendará que os pacientes evitem atividades de alto impacto como corrida, exercícios aeróbicos e qualquer esporte que coloque pressão sobre o quadril, no primeiro momento. A maioria das atividades físicas de baixo impacto pode ser feita normalmente após 3 a 5 meses de cirurgia. Vida normal, saúde de volta.

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