Quando eu era criança, tive uma queda que evoluiu para uma Pioartrite. Com o tempo, ocorreu uma necrose da cabeça do meu fêmur. Os anos se passaram e eu sempre acompanhei essa condição dos meus ossos com um médico. No entanto, há seis anos tive outra queda no meu local de trabalho e tudo piorou.

Nunca senti dor na infância e na adolescência. Já na fase adulta, nos últimos três anos antes da cirurgia, veio um incômodo que me atrapalhava para andar. Eu mancava a ponto das pessoas perguntarem o que era. Ainda assim, não usava isso como algo limitante. Mas quando a dor começou a aparecer, passei a viver à base de anti-inflamatórios, o que foi o fator decisivo para buscar uma solução de verdade para isso. O problema da dor crônica é que você acaba convivendo com ela e já não se lembra o que é ter um momento de alívio.

Havia a possibilidade da operação, mas a minha grande preocupação era me afastar do trabalho por muito tempo, precisar pegar a licença médica e ainda enfrentar uma cirurgia de grande porte, que seria complexa. Posterguei o quanto pude. Quando finalmente superei meu medo, programei a cirurgia para as minhas férias.

Seria dali a dois meses, e antes disso tive um episódio de que me lembro bem: um dia, estava saindo do trabalho e senti algo como se fosse uma faca entrando no meu quadril. Uma colega presenciou e contou para a minha gestora que eu estava chorando na escada. Ela entendeu a minha angústia e antecipou minhas férias. Aquilo foi maravilhoso.

Fiz a cirurgia nas férias e veio a conclusão: Por que não fiz antes? O Dr Marco disse que a minha operação foi uma das mais difíceis que ele havia feito na época, porque a cabeça do fêmur e a bacia estavam muito destruídas. Depois de quatro dias tive alta do hospital, e minha recuperação foi muito tranquila. Acho que a reabilitação foi melhor que o esperado. Voltei logo após as férias. Se eu soubesse desse resultado, teria feito muito antes a cirurgia. Por isso incentivo muita gente. Hoje, uso salto alto, normalmente. Lembro que no último ano antes de operar, eu não amarrava cadarço, não usava mais salto e substituía por “Crocs”. Já não saía mais à noite porque isso intensificava mais a dor, e elas aumentavam se tivesse alguma mudança brusca de temperatura.  As pessoas perguntam se tenho algum tipo de limitação por causa da prótese mas não sinto nada, de verdade! É como se eu tivesse um quadril saudável desde sempre.

V.M., 36 anos
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